Interrupção de negócios e preço de commodities lideram ranking de riscos no Brasil

A interrupção de negócios e o risco ligado ao preço de commodities, bem como a escassez de materiais, lideram o ranking de riscos corporativos no Brasil, segundo a Pesquisa Global de Gestão de Riscos 2026 da consultoria Aon, compartilhada em primeira mão com o InfoMoney. O levantamento reúne a percepção de 2.941 execut

Interrupção de negócios e preço de commodities lideram ranking de riscos no Brasil

A gestão de riscos corporativos no Brasil enfrenta desafios significativos, com a interrupção de negócios e a volatilidade nos preços de commodities ocupando as primeiras posições entre as preocupações dos executivos. De acordo com a Pesquisa Global de Gestão de Riscos 2026, realizada pela consultoria Aon e divulgada pelo InfoMoney, a análise abrange a percepção de quase 3 mil líderes empresariais, refletindo um cenário que exige atenção redobrada por parte das empresas.

Entre os principais riscos identificados, a interrupção de negócios se destaca como uma fonte crítica de inquietação. Essa preocupação reflete não apenas os efeitos diretos da pandemia de Covid-19, mas também a instabilidade econômica e política que permeia o Brasil. A capacidade de uma empresa de operar de maneira contínua é essencial para sua sobrevivência e crescimento, e qualquer interrupção pode gerar consequências severas, como perda de receita e danos à reputação.

Outro ponto alarmante é o risco associado ao preço das commodities. O Brasil, sendo um grande exportador de produtos como soja, café e minério de ferro, está intrinsecamente ligado às flutuações do mercado global. As variações nos preços dessas matérias-primas podem impactar significativamente os resultados financeiros das empresas, especialmente aquelas que dependem fortemente de insumos para a produção. Além disso, a escassez de materiais, que se tornou mais evidente em tempos de crise, complica ainda mais o cenário, exigindo que as empresas busquem alternativas para garantir seus suprimentos.

A pesquisa revela um panorama de incertezas que os líderes empresariais precisam enfrentar. Os dados coletados indicam que, além das interrupções e das commodities, outros riscos emergentes, como os relacionados à sustentabilidade e à transformação digital, também estão na mira dos executivos. A necessidade de adaptação a novas realidades e a pressão por práticas mais sustentáveis estão moldando uma nova economia, onde as empresas que não se adequarem podem ficar para trás.

Essas preocupações não são apenas teóricas; elas têm implicações diretas para o mercado. As marcas que reconhecem e se preparam para mitigar esses riscos podem se posicionar de maneira mais competitiva. A gestão proativa dos riscos não apenas protege os ativos da empresa, mas também pode se traduzir em oportunidades de inovação e crescimento. Para os usuários e consumidores, essa abordagem pode resultar em maior estabilidade no fornecimento de produtos e serviços e, potencialmente, em preços mais justos.

Em resumo, a interrupção de negócios e a volatilidade dos preços das commodities são questões críticas que demandam atenção urgente. À medida que as empresas navegam por esses desafios, a capacidade de adaptação e a inovação se tornam essenciais para garantir a resiliência e a sustentabilidade no mercado brasileiro. As marcas que investirem em uma gestão de riscos eficaz estarão mais bem preparadas para enfrentar o futuro e responder às necessidades de um consumidor cada vez mais exigente.

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