Times não resistem à IA, o que falta é infraestrutura, diz fundadora da Zippi

Ludmila Pontremolez, CTO e cofundadora da Zippi | Foto: Divulgação Se ainda paira alguma dúvida sobre os resultados práticos que a adoção de IA pode trazer para uma empresa, Ludmila Pontremolez, CTO e cofundadora da Zippi, fintech de crédito para micro e pequenos negócios, trouxe um dado que ajuda a responder: em 2025

Times não resistem à IA, o que falta é infraestrutura, diz fundadora da Zippi

A adoção de inteligência artificial (IA) nas empresas tem sido um tema discutido amplamente, especialmente com a rápida evolução da tecnologia e suas aplicações práticas. Em um cenário em que muitas organizações buscam otimizar processos e melhorar a experiência do cliente, a contribuição de líderes do setor é fundamental para entender os desafios e oportunidades que surgem. Ludmila Pontremolez, CTO e cofundadora da Zippi, uma fintech voltada para o crédito de micro e pequenos negócios, destacou em uma recente entrevista que, apesar da resistência inicial de algumas equipes, a infraestrutura adequada é o que falta para que a IA se torne uma ferramenta efetiva e amplamente utilizada.

Pontremolez ressaltou que, até 2025, estima-se que cerca de 85% das interações entre empresas e clientes serão geridas por máquinas. Essa estatística enfatiza a urgência de se investir em soluções tecnológicas que suportem a integração da IA nos processos cotidianos de trabalho. No entanto, a fundadora da Zippi aponta que muitas empresas ainda enfrentam dificuldades em implementar essas inovações devido à falta de infraestrutura adequada. Essa carência pode incluir desde a ausência de sistemas de dados robustos até a falta de profissionais qualificados para operar e gerenciar as novas tecnologias.

A resistência às mudanças também é um fator crucial a ser considerado. Muitas equipes podem se sentir inseguras em relação à adoção da IA, temendo que isso possa comprometer seus empregos ou a dinâmica de trabalho. É preciso, portanto, criar um ambiente que promova a capacitação e a conscientização sobre os benefícios da IA. Pontremolez sugere que as empresas devem investir em treinamentos e workshops para que os colaboradores compreendam como a tecnologia pode ser uma aliada, e não uma ameaça. Essa transformação cultural é essencial para que a implementação da IA seja bem-sucedida.

Além da capacitação, as empresas precisam revisitar suas estratégias de dados. A coleta e a análise de informações são fundamentais para alimentar algoritmos de IA de forma eficaz. Sem dados de qualidade, a inteligência artificial pode falhar em oferecer insights valiosos ou, pior ainda, tomar decisões equivocadas. Assim, as organizações devem estar preparadas para investir não apenas em tecnologia, mas também em uma infraestrutura que permita a gestão eficiente de dados. Isso inclui a adoção de sistemas de armazenamento, segurança e análise que suportem as demandas crescentes desse novo cenário.

Por fim, a fala de Pontremolez nos leva a refletir sobre o impacto da inteligência artificial no mercado. À medida que as empresas se adaptam e superam as barreiras que limitam a adoção da IA, podemos esperar uma transformação significativa na forma como as marcas se relacionam com seus clientes e operam internamente. Para os usuários, isso pode se traduzir em experiências mais personalizadas e eficientes, enquanto as marcas que abraçarem essa mudança terão a oportunidade de se destacar em um mercado cada vez mais competitivo. Portanto, investir em infraestrutura e capacitação não é apenas uma questão de modernização, mas uma estratégia essencial para garantir relevância e sucesso no futuro dos negócios.

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