Datafolha: Só 29% dos brasileiros apostam na seleção às vésperas da Copa de 2026

O Brasil ainda é favorito? A menos de dois meses da abertura da Copa do Mundo de 2026, a confiança dos brasileiros na seleção atinge o menor nível em quase três décadas. Segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (15), apenas 29% da população acreditam no título da equipe comandada por Carlo Ancelotti. O t

Datafolha: Só 29% dos brasileiros apostam na seleção às vésperas da Copa de 2026

A menos de dois meses para o início da Copa do Mundo de 2026, a expectativa em torno da seleção brasileira parece ter se desvanecido. Uma pesquisa recente do Datafolha revelou que apenas 29% dos brasileiros acreditam que a equipe comandada pelo técnico Carlo Ancelotti conseguirá conquistar o título. Esse índice representa o menor nível de confiança em quase trinta anos, refletindo um cenário de desencanto entre os torcedores e uma mudança significativa na percepção sobre o desempenho da seleção.

A pesquisa, divulgada no dia 15, apontou que a descrença na seleção é um fenômeno que se intensificou após a decepcionante atuação do Brasil na Copa do Mundo de 2022, quando o time foi eliminado nas quartas de final por Croácia. Esse revés, somado a uma série de mudanças na comissão técnica e na formação do elenco, parece ter contribuído para a falta de confiança dos torcedores. O grande histórico de vitórias da seleção brasileira não tem sido suficiente para manter a fé do público, um sinal claro de que as expectativas estão mudando.

Além da desilusão com o desempenho recente, fatores externos também influenciam a percepção da população. A pressão por resultados em um cenário cada vez mais competitivo no futebol internacional, aliado a um contexto econômico desafiador no Brasil, pode ter gerado um ambiente de expectativa cautelosa. A seleção, que historicamente conta com o apoio maciço do público, agora enfrenta um clima de desconfiança que pode impactar tanto a motivação dos jogadores quanto a relação com os torcedores.

Em um país onde o futebol é mais do que um esporte, mas uma paixão nacional, essa mudança de atitude pode ter repercussões significativas. Os patrocinadores e as marcas que associam suas imagens à seleção podem observar um efeito colateral nos investimentos relacionados à Copa do Mundo. A diminuição da confiança dos torcedores pode levar a uma redução no consumo de produtos e serviços vinculados ao evento, o que pode, por sua vez, afetar a receita de empresas que apostam na visibilidade proporcionada pela competição.

Com a Copa do Mundo se aproximando, a situação exige uma reflexão sobre o papel da seleção e o futuro do futebol brasileiro. As marcas que investem em patrocínios e campanhas publicitárias ligadas ao evento precisam considerar essa nova realidade e como se posicionar para reconquistar a confiança dos torcedores. Para os usuários, isso pode significar uma mudança na forma como se relacionam com a seleção e, consequentemente, com o próprio futebol. A Copa do Mundo de 2026 não é apenas um teste para a equipe dentro de campo, mas também um desafio para a cultura futebolística do Brasil e sua relação com a indústria do esporte.

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