'Após um burnout, larguei carreira de 20 anos em TI para viajar o Brasil e dançar forró'

Depois de uma crise burnout, a paulistana Priscila Albuquerque, 42, decidiu deixar seu emprego e dedicar dois anos a fazer as coisas de que mais gosta Arquivo pessoal/Via BBC "Eu já tinha esse plano de conhecer o Brasil, conhecer o mundo, viajar, mas o trabalho sempre deixa a gente um pouco preso. Tive um burnout no tr

'Após um burnout, larguei carreira de 20 anos em TI para viajar o Brasil e dançar forró'

A busca por equilíbrio entre vida pessoal e profissional tem se tornado um tema cada vez mais relevante, especialmente em um mundo onde a pressão por produtividade se intensifica. Um caso emblemático é o de Priscila Albuquerque, uma paulistana de 42 anos, que decidiu largar uma carreira de 20 anos na área de Tecnologia da Informação (TI) após vivenciar uma crise de burnout. Essa decisão a levou a embarcar em uma jornada pelo Brasil, onde encontrou uma nova paixão: dançar forró.

Priscila sempre sonhou em viajar e explorar diferentes culturas, mas a rotina exigente do trabalho em TI a mantinha atada a uma vida que não a satisfazia plenamente. O burnout, uma síndrome que resulta do estresse crônico no trabalho, foi o ponto de virada que a fez reavaliar suas prioridades. "Eu já tinha esse plano de conhecer o Brasil, conhecer o mundo, viajar, mas o trabalho sempre deixa a gente um pouco preso", contou ela em entrevista. Essa experiência mostra como a saúde mental pode ser afetada pela pressão constante de desempenhos elevados e a importância de reconhecer os limites pessoais.

Após deixar seu emprego, Priscila dedicou-se a viajar pelo Brasil, uma experiência que não só a ajudou a se reconectar consigo mesma, mas também a descobrir novas paixões. O forró, uma dança típica do Nordeste brasileiro, rapidamente se tornou uma parte fundamental de sua nova vida. Essa mudança teve um impacto significativo em sua saúde mental e bem-estar, demonstrando que hobbies e interesses pessoais podem ser essenciais para a recuperação de um estado mental debilitado.

A trajetória de Priscila reflete um fenômeno crescente nas empresas de tecnologia e outros setores: a necessidade de repensar o ambiente de trabalho e promover a saúde mental dos colaboradores. Muitas organizações têm começado a implementar políticas que priorizam o bem-estar dos funcionários, como horários flexíveis, programas de apoio psicológico e espaços de descompressão. Essas iniciativas não apenas ajudam a prevenir casos de burnout, mas também contribuem para um ambiente de trabalho mais produtivo e criativo.

Para o mercado de trabalho, a história de Priscila é um alerta sobre a importância de se atentar à saúde mental e à qualidade de vida dos colaboradores. À medida que mais profissionais buscam um equilíbrio entre suas vidas pessoais e profissionais, as empresas que não se adaptarem a essa nova realidade podem enfrentar dificuldades em reter talentos. Além disso, a valorização das experiências pessoais e do bem-estar dos colaboradores pode se traduzir em maior engajamento e inovação, fatores cruciais em um setor tão dinâmico como o de tecnologia.

Em suma, a decisão de Priscila Albuquerque de deixar uma carreira estabelecida em TI para seguir seus sonhos é um reflexo da luta contemporânea por um estilo de vida mais equilibrado. Sua história inspira não apenas indivíduos a buscarem suas paixões, mas também empresas a reconsiderarem suas práticas e a valorizarem o bem-estar de seus colaboradores. Esse movimento pode levar a um futuro mais saudável e sustentável, tanto para os profissionais quanto para as organizações.

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